Marketing de Guerrilha

Reprodução: Internet
A realidade corporativa atual apresenta elevada competitividade entre as organizações, soma-se esse contexto à tendência de fusões e aquisições, o que torna o mercado cada vez mais hipercompetitivo.

Bravamente, as empresas precisam também considerar a Internet e as mídias sociais que se apresentam como outra variável onipresente no ambiente de negócios que interferem nas estratégias organizacionais, de modo positivo ou inverso.

Para enfrentar essas variáveis, as instituições buscam novas estratégias para se destacarem no mercado, em especial os pequenos empreendedores que não possuem uma ampla verba destinada ao marketing, porém, têm a árdua tarefa de competir com grandes organizações que investem massivamente em marketing.
 
Marketing é sinônimo de estratégia, logo as ações e planejamentos podem ser propostas nesse sentido, e talvez uma solução para as pequenas empresas seja a utilização do Marketing de Guerrilha, que pode ser definido como o “uso de táticas de promoção não convencional que surpreendem o público-alvo” (PALMER, 2006, p.523). De acordo com o autor, o Marketing de Guerrilha está atrelado a ações promocionais insólitas, ou seja, diferentes, exóticas, que maravilham o target (público-alvo).

As ações promocionais podem ser tão diferenciadas do tradicional que chocam os espectadores e geram mídia espontânea, isto é, a imprensa faz menção à atuação e quem visualiza sente a necessidade de compartilhar com outras pessoas. 
Buscando assim soluções simples, porém, com alta dose de criatividade e ousadia, que são fundamentais para que a estratégia seja efetiva. Para Jay Conrad Levinson, “o Marketing de Guerrilha envolve o reconhecimento das facetas do marketing para exploração de cada oportunidade” (LEVINSON, 2010).

Por isso, os Guerrilheiros do Marketing sabem que o que funciona são as combinações de ações mercadológicas e valorizam a utilização da tecnologia de modo interativo ao promover o diálogo com o target. Nesse sentido, destaca-se o uso de e-marketing, redes sociais como Facebook, Twitter, Blogs, YouTube, entre outros.

Marketing de Guerrilha envolve uma serie de estratégias entre elas destaca-se o marketing viral, que consiste em uma ação tão criativa, divertida e inusitada que as pessoas sentem-se estimuladas a compartilhar com outras pessoas. O estímulo pode provocar o efeito viral, ou seja, a pessoa distribui o material para sua rede de contatos que, por sua vez, faz o mesmo. Exemplos são vídeos, imagens e e-mails que circulam no ambiente digital. 

Ao analisar as facetas do Marketing de Guerrilha, destaca-se a perspectiva de direcionar mensagens ao consciente e ao subconsciente com o objetivo de mudar as atitudes e modificar comportamentos (LEVINSON, 2010). 

Barbaramente, podemos destacar que “a mente consciente pode processar até 4.000 bits de informação por segundo, já a mente inconsciente tem a capacidade fantástica de processar até 400.000.000 bits de informação por segundo” (REES, 2009). 

Pensar, estimular o inconsciente, pode trazer grandes resultados, tendo em vista que “90% das decisões de compras são tomadas na mente inconsciente” (LEVINSON, 2010, p. 513).

Marketing, ou ações de Marketing não estão necessariamente atrelados há um volumoso investimento em marketing, uma empresa que adota o Marketing de Guerrilha pode obter vantagem competitiva e conquistar a mente do consumidor investindo pouco. 

As estratégias de Marketing de Guerrilha possibilitam a potencialização dos resultados sem necessariamente ampliar os investimentos. Bonificando os resultados de modo consistente e inconsciente. Para finalizar, destaco que o “Marketing é cada contato, por menor que seja, que sua empresa tem com qualquer pessoa no mundo exterior” (LEVINSON, 2010, p. 19). Marketing está onipresente.

Artigo originalmente publicado em: http://www.abpmarketing.com.br/artigos/ver/24

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